O mês de Maio de 2021 fica marcado pela apresentação, no seu 6º ano consecutivo, do “Randstad Employer Brand Research”, o maior estudo independente a nível internacional, que analisa a percepção da população, em relação aos 150 maiores empregadores de 34 países, incluindo Portugal.

A progressão de carreira e o “work life balance” continuam a ser, para os portugueses, dois dos principais “drivers” no momento de escolherem a empresa mais atractiva para trabalhar. Mas serão estes dois “drivers” possíveis de conciliar e avaliados em igual dimensão e medida? Ou haverá uma escolha inerente de apenas um deles?

A sociedade tem mudado a um ritmo estonteante e a pressão para sermos igualmente bons em todos os nossos papéis, na maioria das vezes, é extremamente difícil. A situação pandémica veio alterar o mundo do trabalho a nível global e, se é verdade que o teletrabalho nos trouxe aspectos positivos, como a flexibilidade de horários, este contexto acarreta também o risco de as pessoas não conseguirem desconectar-se e, consequentemente, trabalharem mais horas do que as habituais. Desta forma, a questão do “work life balance” acaba por ficar comprometida, perante a dificuldade de dar resposta às responsabilidades profissionais e, em igual medida, às necessidades pessoais e familiares.

A esta realidade e segundo os resultados do estudo “Randstad Employer Brand Research 2021”, acresce a importância que os portugueses dão ao factor da progressão de carreira, perante a possibilidade de um novo desafio profissional. Por via disso, é essencial que as empresas proporcionem aos seus colaboradores as condições necessárias de oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional, qualquer que seja o género ou o contexto pessoal de cada indivíduo. Mas esta não é apenas uma responsabilidade das empresas. Também nós devemos definir as metas e exigências próprias e encontrar o equilíbrio, relativamente ao que considerarmos ser razoável de tempo e esforço, a dedicar a cada uma dessas esferas. O planeamento, o foco e a priorização de tarefas serão as palavras que devem reger o nosso dia-a-dia.

Hoje, mais que nunca, devemos focar-nos na promoção da conciliação entre a vida pessoal e profissional, sem que isso tenha que implicar uma escolha entre apenas uma delas. Cabe a cada um de nós, mas fundamentalmente às empresas, promover o conceito de que colaboradores que se sintam realizados nas diversas esferas da sua vida, serão, sem dúvida, trabalhadores mais produtivos e com maior vontade de fazer crescer o negócio da empresa onde se encontram.

O sucesso das empresas está, sem dúvida, na concreta e assumida felicidade dos seus colaboradores!

 

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joana gonçalves
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joana joão gonçalves

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