A sustentabilidade é cada vez mais um tema em voga, que começa a ganhar uma preponderância assinalável. Nos últimos anos, o mundo e as empresas começaram a despertar para a compreensão global sobre o meio ambiente e a preservação do planeta. As organizações começam a tomar consciência que ao agirem de forma social e ambientalmente responsável, conseguem reduzir consideravelmente os custos, conseguem melhorar a sua reputação corporativa, o que impacta positivamente nos seus lucros. 
A vantagem competitiva e rentabilidade das empresas estarão no futuro próximo cada vez mais directamente relacionadas com alinhamento de acções sociais e ambientais sustentáveis. Por isso, acredito que as empresas como agentes económicos que são, têm um papel indispensável na aplicação e disseminação de práticas de sustentabilidade. As organizações que não criarem este compromisso de se tornarem sustentáveis, que não se adaptarem a este novo paradigma, não terão futuro! Ao reflectir sobre o tema da sustentabilidade não tenho dúvida de que as organizações, agora mais do que nunca, têm que ser um exemplo, motivando a mudança de hábitos junto dos seus clientes, colaboradores, stakeholders e parceiros. 
A comissão de desenvolvimento sustentável e empresarial revelava que modelos de negócio sustentáveis vão criar oportunidades económicas superiores a US$12 triliões de dólares e gerar a nível global 380 milhões de empregos por ano até 2030. Parece-me que estamos perante números esmagadores que nos levam a perceber o elevado impacto económico que estes modelos de negócio sustentável, já começam a ter no crescimento e produtividade das organizações e do mundo do trabalho. É por isso fundamental, que se promovam medidas de sustentabilidade ambiental, tais como, a adopção de uma energia limpa ou verde, como lhe quisermos chamar, energia que reduza o impacto sobre o meio ambiente, diminuindo o desperdício e o uso de combustíveis fósseis, promovendo-se o uso de transporte sustentável que reduza a emissão de CO2, por exemplo, com a utilização de carros eléctricos ou a adopção do sistema de car sharing, a introdução da energia solar, a utilização de energia eólica, diminuição do desperdício de água, redução do uso do papel com iniciativas de utilização do arquivo digital, impressão frente e verso, entre outras, a separação e reciclagem do lixo orgânico e não orgânico, o apoio a projectos de reflorestamento, entre outras medidas.
Quando falamos de medidas de sustentabilidade social, estas relacionam-se invariavelmente com uma actividade empresarial ética, de reconhecimento e valorização dos seus recursos humanos, tornando-os mais motivados e felizes. Esta prática é fundamental na realidade actual, em que tanto se fala na necessidade de atrair e reter talento. As empresas devem promover a dimensão humana, não só através dos seus colaboradores internos, mas também nos seus clientes e na comunidade local. Devem ser tidas em conta medidas que promovam o grau de satisfação dos colaboradores, com a garantia de postos de trabalho dignificantes, não discriminatórios, com a criação de salários justos, realização de mobilidade dos RH, que permita a poupança dos gastos na organização e uma melhor qualidade de vida para os colaboradores, realização de iniciativas de apoio à família, benefícios sociais para os colaboradores. Devem também ser promovidos programas de apoio à comunidade, que ajudem a criar soluções para os problemas sociais, como por exemplo, a dinamização de acções de voluntariado, criação de postos de trabalho, palestras nas escolas ensinando as crianças a serem sustentáveis, pois o futuro do planeta depende disso.
Para terminar, deixo um excerto de um artigo do Jornal Publico, que referia: “se todos os países tivessem a mesma pegada ecológica que Portugal, seriam necessários 2,5 planetas. Este ano de 2019, Portugal gastou os seus recursos naturais disponíveis no dia 26 de Maio, 21 dias mais cedo do que no ano passado”, ou seja, esta é a data em que os portugueses, terão esgotado os recursos naturais que o país é capaz de renovar. 
Assim, parece-me que podia continuar a escrever sobre este tema tão actual que não se esgota aqui, uma vez que há tanto ainda para fazer. O mundo ainda vai a meio do caminho e o futuro é já ali. Há tanto ainda para mudar e parece não haver dúvidas de que essa revolução e esse comprometimento depende de todos no geral e de cada um em particular.
 

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Olga Caeiro

business unit manager | staffing & permanent placement