Se questionarmos as pessoas sobre o motivo pelo qual trabalham?

A resposta mais comum será, pelo dinheiro!

É efetivamente a resposta mais óbvia, mas, existem também outros elementos que são fundamentais para aumentar ou reduzir a satisfação que nos leva todos os dias ao nosso local de trabalho e que fazem parte do salário emocional.

O salário emocional nada tem a ver com pagamentos extra, prémios, etc.
A satisfação de um colaborador não tem que estar sempre ligada à compensação monetária.

Estamos a falar de horário flexível, o trabalho à distância, seguros de saúde, benefícios sociais em relação à educação dos filhos, espaços de lazer dentro das empresas, ajudas com pagamento de formação, entre outros benefícios. Estes são exemplos das retribuições não financeiras que não aparecem na folha de vencimento, mas que fazem parte do salário emocional.

Motivar, estimular o envolvimento e conseguir um desempenho eficaz dos colaboradores, é o principal objetivo das empresas ao conceder esses benefícios que premeiam esta capacidade de criar emoções positivas.

Manter uma comunicação permanente com os colaboradores, avaliar o seu desempenho com regularidade e conceder novas oportunidades dentro da própria empresa são fatores preponderantes e que ajudam a reter talento.

A transparência é outro ponto fundamental, um exemplo que podemos utilizar e que contribui negativamente para a desmotivação é quando um colaborador descobre que alguém foi promovido ou tem um salário superior mesmo executando a mesma função.
Quando existe acesso à informação, as regras são entendidas, os direitos e deveres são válidos para todos, a relação de trabalho fica muito mais transparente.

Além da rotina de avaliações de desempenho, é importante manter canais de comunicação directa e diária com os colaboradores, este caminho pode funcionar como uma ferramenta que ajuda a encontrar a essência da retenção de talento. É importante o investimento na tecnologia para optimizar processos e necessidades dos colaboradores.

O propósito do salário emocional é essencialmente o sentimento de pertença, uma carreira baseada na meritocracia, num ambiente de trabalho saudável e responsável com o reconhecimento de toda a organização.

No final do dia, todos têm possibilidade de desenvolver as suas competências e as oportunidades serão oferecidas a todos.

artigo por
Manuela Ramalho

Manuela Ramalho

global sales manager, randstad portugal