<p>Junho, é por excelência o mês de Portugal e é impossível ficar indiferente ao discurso de João Miguel Tavares nas celebrações do 10 de junho, que após citar um poema de Camões, recomenda "Menos exaltação patriótica e mais paixão por cada ser humano".</p>
<p><a href="(Ver">https://www.dn.pt/poder/interior/o-poema-antirracista-de-camoes-que-joa… Diário de Notícias)</a></p>
<p>E é de pessoas e humanidade que temos de falar.</p>
<p>Do Ronaldo que levantou a taça da liga das nações, mas também das pessoas que nos faltam em todos os setores de atividade. </p>

<p>O secretário de Estado da Economia, João Correia Neves, fala mesmo em escassez “transversal” a quase todos os setores e regiões. E embora refira a atratividade de Portugal para trabalhar, na conferência que a Randstad organizou em conjunto com a Renascença ficou claro que não existe uma estratégia para a necessidade de mão de obra e que Portugal ainda está longe de ser um destino para trabalhar.</p>
<p><a href="https://eco.sapo.pt/2019/06/06/governo-diz-que-falta-mao-de-obra-em-pra…;(Ver ECO)</a></p>
<p>Esta é uma preocupação pública e Europeia, e que também está na agenda das empresas. </p>

<p>A procura por trabalhadores disparou 25% no primeiro trimestre deste ano ultrapassando as 34 mil ofertas de trabalho. Construção, administração pública, educação, saúde e tecnologia são os sectores que reforçam a procura por trabalhadores no nosso país.</p>
<p><a href="(ver">https://www.dinheirovivo.pt/economia/procura-por-trabalhadores-disparou… Dinheiro Vivo)</a></p>
<p>Um desafio para quem tem de lidar com as dificuldades e a morosidade na obtenção de vistos de trabalho, o que prejudica o mercado de trabalho e por consequência a economia nacional. </p>
<p>As próprias universidades, que vêem reforçada a sua posição nos rankings internacionais, têm  depois de lidar com desafios burocráticos que podem mesmo levar a que os estudantes oriundos de espaço não comunitário não consigam frequentar as aulas.</p>
<p><a href="https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/tres-escolas-de-formacao-de-ex…;(Ver Jornal Económico)</a></p>
<p>O envelhecimento da população é ainda mais preocupante. Na conferência dos 30 anos da revista Exame, sem meias palavras, o economista João Duque demonstrou que a média de idades em Portugal é hoje de 44 anos. Não se prevendo qualquer aumento da natalidade nos próximos 30 anos, esta média continuará inevitavelmente a aumentar de forma progressiva.</p>

<p>O estado social está assim em risco. Apesar do aumento da idade legal de reforma estar hoje acima dos 66 anos, a verdade é que no ano passado os trabalhadores reformaram-se em média aos 63 anos e oito meses. </p>
<p><a href="(Ver">https://www.dinheirovivo.pt/economia/trabalhadores-do-privado-voltam-a-… Dinheiro Vivo)</a></p>
<p>O mercado de trabalho mudou e continuará a mudar. E cada vez mais rapidamente, fruto da tecnologia e até das mudanças geracionais. Uma transformação que não podemos ignorar e à qual temos de dar resposta, sempre com a certeza de que são as pessoas que estão e estarão no centro da equação.</p>