1317 dias depois do referendo, o Reino Unido sai finalmente da União Europeia. Uma comemoração em modo de ano novo, mas uma vida nova que só vai na realidade acontecer depois das verdadeiras negociações sobre as relações comerciais. Por agora pouco ou nada muda, a não ser os 73 eurodeputados britânicos que têm de encontrar um novo emprego. (ver dn)

Por cá discutiu-se o orçamento do estado, sem geringonça, com as discórdias do costume mas acabou tudo em bem. A animação maior esteve dentro dos partidos, entre expulsões, novas lideranças e o combate de titãs, a importância da liderança e dos líderes nunca foi tão grande. 
A liderança deixa de ser poder ilimitado para ser poder responsável. Liderança a quem se pede contas, a quem se exige ética e que não pode viver à margem da lei.

Liderança que é também responsabilidade das empresas. E foram mais de 200, entre elas a Randstad, as que assinaram um compromisso com ações concretas no âmbito de Lisboa capital verde Europeia 2020. Um compromisso que exige mudança de hábitos e maior consciência ambiental. (ver público)

Um compromisso é também o que as empresas têm de assumir na forma como utilizam a tecnologia. 

O Facebook anunciou que vai pagar 550 milhões dólares a um grupo de cidadãos pelo uso indevido dos seus dados biométricos para sistemas de reconhecimento facial. (ver eco)
Mas existem mais faces da mesma tecnologia. 
O Governo português está a planear criar um sistema de reconhecimento facial para usar a chave móvel digital, que hoje é usada por 800 mil pessoas. 
Outro exemplo do lado bom da tecnologia chama-se “Little Peanut”, um robot que está a distribuir comida por pessoas em quarentena infectadas pelo coronavírus, num hotel na China. (ver eco)

Mas a inovação ainda é vivida de forma assimétrica no nosso país. 

Segundo o Eurostat, Portugal é o terceiro país da União Europeia que menos utiliza a internet. Os portugueses são mesmo os europeus que menos fazem chamadas pela net, mas os que mais utilizam o serviço de mensagens. Ao mesmo tempo somos os mais receiam as compras na internet, temendo a insegurança dos pagamentos. (ver eco e eco)

O caminho entre a tecnologia e a humanidade é feito de confiança, confiança nas instituições, confiança nas pessoas, garantindo que não temos as duas faces, mas apenas a do lado bom desta transformação.