Vivemos num tempo em que um vírus chegou e teima em permanecer na sociedade durante uns bons meses.

E nós? Como reagimos perante tudo isto? No trabalho como nos adaptamos? As empresas, as lideranças e os trabalhadores sabem o que fazer? E depois desta pandemia?

São perguntas que todos fazemos, mas para as quais as respostas ainda permanecem num quadro de incerteza. Mas há algo que temos a certeza, as pessoas têm hoje um papel ainda mais importante. É nelas que está a responsabilidade na contenção do vírus, mas também um papel muito importante nas organizações. É em cada um de nós que está a esperança de sairmos desta situação com toda a força e com toda a capacidade de responder aos desafios económicos que iremos enfrentar num futuro próximo.

As empresas, habituadas a laborar no seu dia a dia, com as suas pessoas, os seus espaços e um contacto próximo diário, viram-se agora obrigadas a mudar as suas rotinas. 

Os líderes que, por sua vez, lideram pela proximidade com uma palavra no momento certo e com a visão real e momentânea dos seus liderados, vêm-se numa situação de teletrabalho em que perdem esta proximidade a que tanto estão habituados. E os trabalhadores, habituados a motivarem-se uns aos outros e a um trabalho de equipa presencial onde uma palavra de apoio sempre que os encontra, na sua maioria estão isolados nas suas casas sem um único colega à sua volta.

Para combater estas mudanças repentinas, não nos podemos esquecer que estamos perante uma geração de trabalhadores que estão habituados à inovação tecnológica que surge a uma velocidade enorme, a mudanças nas organizações que acontecem hora a hora e a processos e procedimentos burocráticos que sempre fazem parte do nosso dia a dia. Contudo, nunca passaram por uma pandemia como a atual em que o regime diário de teletrabalho passou a realidade. O facto de estarmos em casa, a partilhar os espaços com crianças ou outros familiares, em nada facilita o foco e a produtividade. A juntar a isso, ora são novas leis que são publicadas, ora são regimes simplificados de Lay Off, ora são aumentos de mortes e casos de infeção por COVID-19, ora são os filhos que de 5 em 5 minutos pedem a atenção, ora é uma reunião por videoconferência que inicia dentro de 15 minutos.

A certa altura, tudo acontece tão rápido que estamos perdidos, estamos inseguros e não sabemos o que será feito quando tudo isto passar.

É por isso, um desafio dos gestores e líderes intermédios passarem a confiança que todos precisam, conseguirem obter o melhor de cada um e fazerem com que nos reinventemos no nosso dia a dia.

Serão estas estratégias que farão com que nesta fase, todos juntos, demos a volta por cima e nos mantenhamos úteis e ativos. É certo que algumas tarefas acabarão por se esgotar no tempo e estamos conscientes que as quebras de faturação serão uma realidade na maioria dos negócios. Não podemos por isso baixar os braços!

Se ouvirmos diariamente as notícias, podemos deparar-nos com empresas que se reinventaram e mudaram o seu negócio, para responder ao HOJE.

Temos de olhar para o nosso dia a dia e ver o que podemos mudar, no que podemos inovar. Estes tempos apelam à nossa criatividade e ao nosso sentido de compromisso para com a organização.

Vamos por isso estar juntos e dizer PRESENTE neste momento mais específico das nossas carreiras. 

Demonstrar que queremos muito estar cá e queremos dar o nosso melhor é o fundamental para contribuir para a sobrevivência das organizações.

#KeepSafe #humanforward #EstamosAqui

 

autor
a man
a man

Eduardo Gomes

consultor permanent placement, randstad portugal