O grande desafio que a humanidade enfrenta hoje, exige uma crescente consciência ambiental e social de todos, que obriga a olhar para as mudanças de um ponto de vista sistémico, ou seja, para todo o ecossistema, analisando como as diferentes formas de vida se relacionam umas com as outras, e o que precisam para se desenvolver.

Estamos num momento de não retorno, em que não é possível continuar a ignorar os dados científicos, a nossa casa já está em burnout, o que significa que todos estamos implicados e que temos nas nossas mãos o poder de agir e de mudar.

Como diz o nobel da paz, Muhammad Yunus “a crise COVID-19 é uma oportunidade para redesenhar o mundo”, um mundo sem aquecimento global, e onde ninguém é deixado para trás, o mundo dos três zeros: zero pobreza, zero desemprego e zero emissões de carbono.

A edição da Roland Berg “Trend compendium 2050”, fala também da importância da sustentabilidade e das seis megatendências que irão moldar o mundo até 2050, a gestão do meio ambiente e seus recursos, as pessoas e sociedade são duas destas megatendências, que juntamente com as restantes nos leva ao conceito da abordagem ecológica, e de uma nova era em que a economia tem de estar associada à ecologia.

Aliás, Satish Kumar editora da “Resurgence & Ecologist” magazine e autora de “Soil, Soul, Society”, sugere que as universidades de gestão e economia deveriam ensinar ecologia; com uma visão do mundo ecológica mudamos a nossa atitude de subjugar a natureza; reconhecemos a unidade dos seres humanos com todos os outros seres vivos; reconhecemos o valor intrínseco de todo o tipo de vida, a vida humana e a vida não humana; sempre que defendemos os direitos humanos, também defendemos os direitos da natureza e vice-versa.

Portanto, é imprescindível ensinar a quem vai gerir e também a todos de uma forma global, esta visão ecológica, porque só conhecendo a composição desta nossa “casa”, é que se consegue fazer uma adequada gestão, e assim os interesses dos humanos estarão em total harmonia com os interesses da natureza.

E como trazemos isto para as nossas empresas?

A minha proposta é que se comece por olhar para esta perspectiva ecológica, e que pensemos em acções que conjugam esta visão, e que unam todos na organização, em torno deste mesmo propósito: “salvar o planeta, é garantir a sustentabilidade de cada um de nós”.

Na empresa onde trabalho temos estruturadas acções mais macro e que estão englobadas no plano de sustentabilidade global. Este compromisso verde é um compromisso de toda a organização, um propósito partilhado.

Temos acções mais simples como deixar de usar plástico de utilização única e estamos a desenvolver acções mais abrangentes, que envolvem formações específicas para as equipas, eventos previstos no âmbito de um compromisso verde, e de impacto social, com o objetivo claro de apoiar nesta alteração para um mindset ecológico!

Para terminar gosto sempre de deixar algumas sugestões de leitura:

  • “Salvar o Planeta começa ao pequeno-almoço” de Jonathan Safran Foer
  • “A Viagem Mais improvável- uma grande história do nosso planeta e de nós mesmos” de Walter Alvarez

 

artigo por
this is a woman

Sónia Gonçalves

social impact manager sustainability, csr, d&i projects randstad portugal