Ainda que o salário, a compensação e benefícios continuem a ser determinantes numa relação de trabalho, é, cada vez menos, o factor diferenciador para atrair e manter os melhores talentos. Já o salário emocional, aquele que não vem no recibo de vencimento e que nada tem a ver com prémios monetários, é cada vez mais valorizado. No site e-Konomista.pt explica-se.

«Horário flexível, o trabalho à distância, seguros de saúde, benefícios sociais em relação à educação dos filhos, espaços de lazer dentro das empresas, ajudas com pagamento de formação, entre outros benefícios, são exemplos das retribuições não financeiras que não aparecem na folha de vencimento, mas fazem parte do salário emocional», identifica-se.
O conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB), que avalia o índice de bem-estar da população, defende a ideia de salário emocional como um complemento ao salário que é oferecido pela empresa, relacionado com aquilo que o dinheiro não pode comprar. Ou seja, falamos de salário emocional quando nos referirmos às vantagens que as empresas oferecem aos seus funcionários para melhorar os seus níveis de satisfação no trabalho, sem que isso signifique realmente um aumento salarial.


Havendo vários factores que, direta ou indiretamente, influenciam o bem-estar no trabalho, há dois que o e-konomista destaca como sendo de particular importância: o ambiente de trabalho e a atenção dada ao funcionário pela empresa. «Este tipo de salário reduz a rotatividade dos profissionais, aumenta a sua eficiência e é também um factor fundamental na retenção e captação de talentos.»

 

Como calcular?


No site, explica-se os cinco aspectos a ter em conta no cálculo do salário emocional:

  1. Equilíbrio entre carreira profissional e vida familiar
    Poder usufruir de um horário flexível para trabalhar, ou até executar as tarefas a partir de casa, permitindo mais disponibilidade para, por exemplo, acompanhar os filhos.
     
  2. Compensações para além do salário
    Compensações que, ainda que não sejam monetárias, podem contribuir para o bem-estar dos colaboradores e até mesmo ajudá-los a poupar dinheiro na aquisição de serviços. Alguns exemplo: Seguros de saúde, inscrições em ginásios, creche, infantário ou atividades durante as férias escolares, formação profissional ou cheques-desconto são algumas das compensações que deve ter em conta ao calcular o seu salário emocional.
     
  3. Progressão na carreira
    Oferecer oportunidades reais de progressão de carreira, indo ao encontro das ambições dos colaboradores.
     
  4. Formação contínua
    Ter um plano de formação contínua para melhorar as competências técnicas adequadas à função dos colaboradores e, por consequência, ter melhores condições de trabalho. Fomentar a aprendizagem de coisas novas que possam enriquecer os colaboradores também em termos pessoais é igualmente valorizado.
     
  5. Bom ambiente de trabalho
    Acreditar na missão da empresa e todos partilharem da mesma cultura empresarial, faz com que sejam criados laços de confiança entre colegas e fazer parte de uma boa equipa de trabalho é um factor determinante para que os colaboradores se sintam realizados no seu emprego.

Como o promover?


No ekonomista identifica-se ainda 10 formas de promover o salário emocional.

  • Facilidade de comunicação entre colaboradores e superiores;
  • Programas de desenvolvimento de carreira;
  • Actividades de team building;
  • Programas de lazer que incluam as famílias dos colaboradores;
  • Transparência em relação aos objetivos da empresa;
  • Flexibilidade na rotina organizacional;
  • Actividades em datas comemorativas;
  • Programas de formação;
  • Avaliações objectivas e directas;
  • Reconhecimento e feedback positivo.