Joana Queiroz Ribeiro, Diretora de Pessoas e Organização da Fidelidade, e Mariana Canto e Castro, Diretora de Recursos Humanos da Randstad Portugal comentam qual o lado B da crise. 

Embora a crise provocada pela pandemia covid-19 tenha consequências inesperadas e negativas para a sociedade, pode ser um mal necessário que permitirá a reflexão.
É perante esta dura realidade que devemos aproveitar para reavaliar as prioridades e pensar sobre como mudar individualmente, e consequentemente, o coletivo da sociedade e nas empresas.

Ambas as convidadas concordaram que esta é a altura de parar para pensar no futuro e nas relações humanas. Para além da humanização, um elemento cada vez mais necessário no novo contexto do trabalho,  foi o avanço tecnológico que garantiu a adaptabilidade das empresas, e a rapidez da reação face à pandemia.

Foi esta efectividade das empresas no processo de transição que veio permitir um sentimento de segurança e confiança aos seus colaboradores e minimizar os impactos negativos na mudança para o teletrabalho. As convidadas sublinham a importância de:

  • garantir a seguranças das pessoas seguras
  • continuar a servir os clientes
  • mostrar criatividade na procura de soluções
  • gerir o medo
  • equilibrar a vida pessoal e o trabalho

Futuramente, o regresso deverá ser realizado em segurança e os planos de retorno adaptados às necessidades dos colaboradores, que certamente foram impactadas pelas consequências da pandemia. A rapidez na saída e calma na reentrada no novo normal será o objectivo das empresas, que em conjunto com os seus colaboradores irão abraçar um novo leque de desafios, inesperados mas não necessariamente negativos.