José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal, e Paula Panarra, Diretora-Geral da Microsoft Portugal abordam a importância da liderança em tempos de crise.

É certo que as empresas foram apanhadas de surpresa pelo tsunami que rapidamente transformou o paradigma social que vivemos. Em pouco tem foram obrigadas a reagir e antecipar medidas que permitissem não só trabalhar de casa, como também produzir e demonstrar resultados.

O papel da liderança nas organizações foi essencial para que esta mudança fosse concretizada com agilidade, de forma a não fragilizar os negócios ainda mais do que o inesperado. Foi necessário antecipar, planear e adaptar os processos de trabalho, 
atualizando os planos de contingência e assegurando o trabalho remoto.

Cabe também aos líderes gerir as suas próprias vulnerabilidades como humano igual aos demais e comunicar com clareza e transparência. A frequência na comunicação é essencial pois é esta que gera a tranquilidade e a confiança para as equipas lideradas.
Um bom líder deve coordenar mas também inspirar e demonstrar empatia, uma característica cada vez mais necessária para manter os níveis de motivação e produtividade dos colaboradores.

A liderança deverá também ser praticada tanto a nível individual como colectivo, fazendo os esforços necessários para executar as responsabilidades inerentes à sua função e para o bem da comunidade, com flexibilidade para responder aos diferentes tipos de necessidades que surgem, sejam estas ao nível da segurança, da privacidade ou da tecnologia 

No futuro, é indispensável reter as aprendizagem para acelerar a recuperação da economia. A visão do que será o futuro e qual deverá ser o propósito das empresas será o próximo passo ao planear o ramp up para as semanas que se aproximam.  Provou-se que a tecnologia pode ser um acelerador e devemos aproveitar a velocidade e não abrandar a transformação tomando consciência da nossa fragilidade e fazendo de todos nós, individualmente ou organizações, melhores e mais humildes.