É oficial: a felicidade é boa para a sua carreira, e a sua carreira pode proporcionar felicidade.

No mundo empresarial actual, impulsionado pela vantagem competitiva, sucesso e riqueza, a felicidade pode ser facilmente relacionada com a aspiração de desejos. Mas ao procurarmos formas de sucesso, o objectivo “ ser feliz”  pode trazer-nos não só bem-estar pessoal mas também prosperidade na carreira.

O Dr. Martyn Newman, psicólogo consultor da Randstad Austrália, diz que três décadas de investigação estabeleceram ligações claras entre competências emocionais específicas e a nossa saúde, riqueza e bem-estar. 

"Encontrámos elevados níveis de capital emocional que nos levam a uma maior produtividade, e como muitos estudos demonstram, as pessoas felizes são mais criativas, resolvem os problemas mais rapidamente, vivem mais tempo e gozam de altos níveis de influência de liderança. Quando as pessoas se sentem melhor, têm um melhor desempenho".

Mas como podemos nós sentir-nos mais felizes mais do que nunca? Três grandes descobertas surgiram da investigação sobre a felicidade e podem surpreendê-lo. 

 

1. não se trata apenas do seu ambiente

Condições externas tais como riqueza, QI elevado ou estar numa relação de compromisso não representam mais de 10% - 15% dos factores que contribuem para a satisfação.

 

2. não está tudo nos seus genes

Embora exista algum nível de predisposição genética para a felicidade, a nossa satisfação de vida futura não está gravada em pedra. Os genes influenciam tais características como ter uma personalidade positiva e fácil de lidar; lidar bem com o stress e sentir baixos níveis de ansiedade e depressão. 

No entanto, um estudo sistemático de 4000 conjuntos de gémeos concluiu que apenas cerca de metade da satisfação de vida provém da programação genética. 

"Isto significa que metade da nossa felicidade futura repousa nas nossas próprias mãos", diz o Dr. Newman, autor de Emotional Capitalists - The New Leaders (John Wiley) e o Emotional Capital Inventory - o primeiro instrumento cientificamente concebido para medir a inteligência emocional e a liderança.

"Não estamos à mercê dos nossos estados de espírito nem do nosso ambiente, mas o nosso bem-estar emocional está mais sob o nosso controlo do que alguma vez imaginámos", diz ele.

3. podemos controlar a nossa felicidade!

A forma como vivemos e pensamos, como percebemos os acontecimentos da vida, e como reagimos a eles, pode exercer uma influência considerável na nossa felicidade. "Podemos minimizar a relevância dos sentimentos negativos despertando directamente sentimentos positivos. 

Muitas vezes temos mais liberdade do que nos apercebemos para melhorar a nossa percepção de uma situação - mesmo quando não podemos mudar directamente a situação em si". 

Outra descoberta surpreendente da investigação cerebral é que o cérebro adulto continua a desenvolver-se e a mudar. 

"Estas mudanças são desencadeadas por pensamentos, mas ainda mais por emoções", diz Newman. Tal como podemos aprender uma nova habilidade desportiva, podemos treinar a nossa aptidão natural para sentimentos positivos e aumentar a nossa capacidade de riqueza emocional.

Utilizar o optimismo como estratégia também pode ser uma forma eficaz de lidar com as dificuldades e as oportunidades de sensações. Se cedermos a emoções negativas como desilusão ou tristeza, não só não as atenuamos, como as reforçamos. 

"Emoções repetidas como alegria ou tristeza agem como gotas de água sobre uma rocha. Cada uma evapora rapidamente, mas com o tempo muitas gotas esculpem um canal. Felizmente, não são apenas as emoções negativas que se podem enraizar com o uso regular - o optimismo, também pode tornar-se um hábito".

Amar o que se faz é uma condição necessária para manter o seu bem-estar emocional, de acordo com Newman.

As pessoas apaixonadas passam o dobro do tempo a pensar no que conseguiram, em como a tarefa que têm pela frente é exequível, e em como são capazes de a realizar. 

A descoberta mais fundamental da ciência da felicidade é que quase todos se sentem mais felizes quando estão com outras pessoas, especialmente quando estão a contribuir para os outros. 

"Praticar a bondade, a compaixão e outras virtudes levanta o seu stock de capital emocional. Dar faz-te sentir bem contigo próprio e cria sentido na tua vida", diz Newman.

4. A felicidade torna-o mais eficaz e permite a paz de espírito. 

Quando a sua mente está tranquila, a sua disposição eleva-te, recebe informação de forma eficaz e a sua mente torna-se ágil e criativa. Um humor consistentemente positivo também lhe permite fomentar sentimentos positivos nas pessoas cuja cooperação e apoio necessita - a receita perfeita para o sucesso na carreira. 

fonte: randstad austrália