No site Fast Company, Gwen Moran partilha os melhores conselhos profissionais que seis coaches de carreira já receberam e que os ajudou a progredir nas suas próprias carreiras.

1.    Deixe que sejam eles a dizer "não"


Muitas vezes, o medo leva-nos a escapar de oportunidades antes mesmo de as aproveitarmos. Eis um método mais adequado: «Deixem-nos dizer “não”», afirma Angelina Darrisaw, fundadora e CEO da C-Suite Coach. «Não é provável obter um “sim” em cada promoção, aumento, etc., mas um “não” é certo se não o procurarmos de todo.»
Em vez disso, abracem o risco que é preciso correr para atingirem os vossos objectivos ou experimentarem algo novo, diz ela. Mesmo que não resulte, podem fazer-se notar e abrir portas para oportunidades futuras que poderão ser mais adequadas.

 

2.    São humanos: Ajam como tal


No início da sua carreira, um líder teve alguns conselhos para Jackie Mitchell: «Os seus colegas de trabalho relacionam-se consigo e respeitam-na mais quando não retrai a sua personalidade.» Mitchell, agora coach de carreira executiva, revela que por vezes somos tão formais e “profissionais” que «nos esquecemos de ter personalidade nas nossas interacções com os outros». Assim que Mitchell começou a revelar-se mais no seu trabalho e se mostrou vulnerável, viu as suas relações a aprofundarem-se e expandiu o seu círculo de influência, diz ela. Ser "humano" no trabalho pode tornar-nos mais próximos, acessíveis e bem-sucedidos.

 

3.    Ser um bom colaborador “de saída"


Por vezes, um cargo ou gestor cria uma situação insustentável e está na altura de seguir em frente. Por muito tentador que seja queimar pontes enquanto se sai, isso quase nunca é uma boa ideia, afirma a coach de carreira Kay White, autora de “The A to Z of Being Understood”.  «“A pessoa que atiram hoje ao chão pode amanhã ser vosso chefe.” Essa citação de Glenn Shepard é um dos melhores conselhos de carreira que já recebi», explica White. 
Por vezes, os caminhos cruzam-se com mais frequência do que se pensa. Manter boas relações na saída pode também deixar a porta aberta no caso de o novo emprego não ser o que esperavam e terem de regressar ao antigo empregador.

 

4.    Os vossos próximos passos são da vossa responsabilidade


Após um despedimento brutal que a deixou «destroçada e abalada» há cerca de duas décadas, uma simples pergunta do seu terapeuta mudou a vida de Kathy Caprino. «Ele disse: “Sei que esta parece ser a pior crise que alguma vez enfrentou na sua vida adulta, mas do meu ponto de vista, é o momento em que pode escolher quem quer ser. Agora, quem quer ser?”» recorda-se ela.
Esse momento decisivo colocou Caprino no caminho para se tornar coach de carreira e liderança e autora de “The Most Powerful You”. Embora não fizesse ideia do que poderia fazer profissionalmente, percebeu que queria uma carreira que lhe permitisse ajudar os outros. O seu terapeuta partilhou alguns programas de mestrado em terapia matrimonial e familiar e ela achou o assunto fascinante.
O comentário de que podia escolher os seus próximos passos, juntamente com o encorajamento e as sugestões do seu terapeuta, desbloqueou um novo mundo de possibilidades. 

 

5.    Nunca deixar de ir a entrevistas


Há alguns anos, o coach de carreira Mark Anthony Dyson, apresentador do podcast “Voice of Job-Seekers”, escarneceu do conselho da sua antiga chefe. Segundo ela, por muito satisfeita que estivesse com o seu trabalho, ia a entrevistas noutras empresas pelo menos uma vez por ano, porque essas conversas a mantinham a par das competências que deveria desenvolver. O processo também actualizou as suas próprias competências em matéria de entrevistas, no caso de precisar delas. Mais tarde, Dyson percebeu a relevância desse conselho, principalmente num mercado de trabalho turbulento e incerto.

 

6.    Acreditem primeiro no vosso próprio valor


Nadia Ibrahim-Taney, agora coach de carreira no College of Business da Universidade de Cincinnati, sentia-se pouco segura de si própria e das suas capacidades profissionais no início da carreira. Pediu ajuda a um coach. O seu conselho foi simples, mas mudou a sua vida: «Ao procurar emprego, se não acreditar que é a pessoa certa, provavelmente não será contratada.»
Se não se acreditam no que estão a vender - especialmente quando são vocês próprios - vai ser difícil convencer os outros a interessarem-se, explica. E ao reforçar a sua crença em si própria e ao praticar através de dramatizações, entrevistas informativas e entrevistas formais, tornou-se uma profissional mais confiante, o que levou a promoções e ao reconhecimento dos pares.