Lisboa, 19 abril, 2021 – Maior vontade em regressar ao local de trabalho, confiança nas vacinas e um maior otimismo sobre novas oportunidades de trabalho no final do ano, estas são algumas das principais conclusões do primeiro Workmonitor 2021 da Randstad.


Os mais recentes resultados contrastam com o que era sentido em 2020 em que havia uma clara preferência em trabalhar remotamente. Atualmente, 77% dos trabalhadores que estão a trabalhar remotamente em Portugal querem regressar ao local de trabalho. Uma tendência que se mantém se olharmos para os resultados globais (78%) ou da Europa (77%).


Os portugueses apontam as cinco principais razões para o facto de ser difícil trabalhar a partir de casa:

  • 61% - Saudade da interação com os colegas;
  • 39% - Dificuldade em manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;
  • 29% - Sentem-se sozinhos ou isolados;
  • 24% - As crianças estão em casa e requerem atenção (na Europa este critério está em 6º lugar com 16%);
  • 18% - A minha ligação à internet não é estável (último critério considerado os resultados da Europa, com 14%).

Em relação à produtividade não a consideram afetada nem positiva nem negativamente por estarem a trabalhar de casa. A opinião já varia se olharmos para a geração Z (18-24 anos) em que 30% considera que a produtividade foi afetada negativamente porque estão com mais stress e em sentido inverso os millennial (25-34 anos) em que 43% considera mesmo que a produtividade foi afetada de forma positiva por estarem a trabalhar remotamente.

Máscara é a principal dificuldade no local de trabalho


Os portugueses que continuaram ou regressaram ao local de trabalho referem que a principal dificuldade é ter que usar máscara durante o trabalho, seguida do medo de ficarem infetados:

  • 65% - Ter que usar máscara o tempo todo (62% Europa, 58% Global);
  • 59% - Sente-se continuamente em risco de contaminação (40% Europa, 42% Global);
  • 28% - Carga de trabalho aumentou porque muitos colegas estão doentes ou em quarentena
  • 27% - Difícil manter o equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • 15% - Necessidade de fornecer documentação para justificar o trabalho fora de casa.


Em relação à produtividade os Portugueses diferenciam-se dos resultados globais e mesmo da Europa ao considerar que foi afetada de forma negativa porque estão com o stress de poderem ficar contaminados (51% Portugal, 32% Europa, 33% Global).

Jovens são os que se sentem mais sozinhos


Os dados recolhidos pela Randstad mostram que, entre todos os trabalhadores remotos, mais de um terço dos jovens entre os 18 e os 24 anos sentiam-se sozinhos. Trata-se da maior percentagem entre todas as faixas etárias e em Portugal o valor (42%) está mesmo acima da média Europeia (38%) e Global (34%).


É importante os empregadores estarem especialmente vigilantes quanto a este problema, porque os problemas de saúde mental podem afetar não só a produtividade da força de trabalho, mas também o bem-estar dos colaboradores mais jovens. Esta questão ganhou uma urgência à medida que países como o Japão dedicaram mais recursos para combater a solidão e o isolamento. No início deste ano, o Japão nomeou um ‘Ministro da Solidão’ para combater o aumento da taxa de suicídio no país.


Vacinas aumentam a confiança no local de trabalho


59% dos portugueses considera que terá mais oportunidades de emprego depois de ser vacinado. Um valor que desce na média europeia para os 49% e a nível global está nos 56%.
Os países com menos confiança nesta relação entre a vacina e o trabalho são a França (34%), o Luxemburgo (34%) e a Suíça (35%) e em sentido contrário a India (86%), China (80%) e o Brasil (77%).
A confiança no local de trabalho é também reforçada quando os outros forem vacinados (55% Portugal, 48% Europa e 53% Global). A Suiça volta a estar entre os que menos demonstra esta preocupação juntamente com a Hungria e República Checa. Em sentido contrário voltamos a encontrar a India e o Brasil mas desta vez com a Malásia.


Quanto a preferir continuar a trabalhar de casa até a vacina ser amplamente administrada, 59% dos portugueses estão de acordo, um valor semelhante ao Global (51%) mas que está acima da média Europeia (45%).
Para os inquiridos em Portugal, se a vacina estivesse disponível, 85% estariam dispostos a tomar para continuarem a trabalhar (71% Europa e 75% Global).
Os dados recolhidos pela Randstad mostram que, entre todos os trabalhadores remotos, mais de um terço dos jovens entre os 18 e os 24 anos sentiam- se sozinhos. Trata-se da maior percentagem entre todas as faixas etárias e em Portugal o valor (42%) está mesmo acima da média Europeia (38%) e Global (34%).
É importante os empregadores estarem especialmente vigilantes quanto a este problema, porque os problemas de saúde mental podem afetar não só a produtividade da força de trabalho, mas também o bem-estar dos colaboradores mais jovens. Esta questão ganhou uma urgência à medida que países como o Japão dedicaram mais recursos para combater a solidão e o isolamento. No início deste ano, o Japão nomeou um ‘Ministro da Solidão’ para combater o aumento da taxa de suicídio no país.

Esperança no futuro e um elogio às empresas


Globalmente, 54% dos inquiridos está confiante de que mais oportunidades de emprego estarão disponíveis no final do ano. No entanto, a região do sul da Europa, onde Portugal está incluído, é a menos confiante entre as que foram analisadas, com apenas 43% dos inquiridos a mostrarem-se confiantes.
Quando inquiridos sobre o apoio por parte das entidades empregadoras, a grande maioria dos colaboradores disse que se sentiu apoiado e que poderia contar com a respetiva empresa para orientação e assistência. Aliás, a experiência no atual empregador e na forma como este geriu a pandemia, leva a que os inquiridos em Portugal estejam motivados para:

  • 51% - ficar na empresa atual por mais tempo (Europa 55%, Global 52%);
  • 31% - trabalhar mais e ser mais produtivo;
  • 21% - escrever recomendações positivas sobre a empresa

Sobre as medidas que desejavam que a sua empresa viesse a implementar, os inquiridos em Portugal identificaram as cinco principais:

  • 31% - Subsídio (extra) para trabalho remoto (Europa 22%, Global 23%);
  • 28% - Políticas sobre horas de trabalho para ajudar a manter um equilíbrio adequado entre vida pessoal e profissional (medida mais importante na média Europeia 24% e no global 27%);
  • 24% - Protocolos rígidos e claros para trabalho presencial e remoto;
  • 24% - Uma linha de atendimento para saúde física e mental
  • 22% - Pesquisas regulares sobre o bem-estar dos funcionários e a sua perceção em relação à empresa.

Para conhecer todas as conclusões do Workmonitor 2021 da Randstad, basta aceder a
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