<p>A Llorente &amp; Cuenca é uma consultora que actua em gestão da reputação, comunicação e assuntos públicos, em Espanha, Portugal e América Latina. No total são mais de 500 pessoas, sendo que em Portugal a equipa tem actualmente 22 pessoas. Acreditando que a comunicação é uma função estratégica nas empresas e que o networking não é um simples acessório mas um componente crucial da profissão, lançaram a Comms Community, uma plataforma para estreitar relações entre todos os que fazem ou fizeram parte da empresa. Tiago Vidal, director-geral da Llorente &amp; Cuenca, fala deste projecto e dos desafios do sector.</p>
<p> </p>
<p>
Quais os principais desafios que perspectiva para o sector da Comunicação? </p>
<p>O principal desafio do sector é conseguir assumir em definitivo que a comunicação é uma função estratégica das empresas. Somos a disciplina que mais capacidade tem de criar relações duradouras entre os negócios e as suas diferentes comunidades, internas e externas, num mundo cada vez mais interligado e hiper-transparente, e acreditamos que a reputação que se cria, com base nas actividades de comunicação, é fundamental para os resultados do negócio. Parece-me que é nossa função, do sector, reforçar a importância desta matéria.</p>
<p>
<br>
E para a Llorente &amp; Cuenca, em particular, quais os desafios, em concreto? </p>
<p>Não nos dissociamos do sector. Queremos ser um parceiro de longo prazo. Ter capacidade de entender o negócio dos nossos clientes, o contexto e o sector onde operam. Acima de tudo, temos de estar lado-a-lado a pensar a estratégia de comunicação e, com criatividade, encontrarmos soluções para os desafios que enfrentam. </p>
<p> </p>
<p>
Que objectivos prioritários definiram, a curto/médio prazo? </p>
<p>O objectivo prioritário passa por reforçarmos a notoriedade junto dos decisores das empresas e continuar a desenvolver as competências da nossa equipa.<br>
Queremos ser reconhecidos pela nossa capacidade de abordar os diferentes desafios da gestão da reputação e comunicação de uma organização e sermos capazes de demonstrar como podemos impactar positivamente e/ou proteger o seu negócio. Nos últimos dois anos, desenvolvemos fortes competências na comunicação digital, storytelling, e assuntos públicos, as quais vieram reforçar as áreas de comunicação corporativa, financeira e de crise.<br>
Actualmente, estamos a reforçar a nossa aposta no desenvolvimento de capacidades de consumer engagement e talent engagement.</p>
<p> </p>
<p>
Qual o papel que as vossas pessoas assumem nesse propósito? </p>
<p>Defendemos que as pessoas estão no centro das organizações e na Llorente &amp; Cuenca é isso que praticamos. Trabalhamos em consultoria de comunicação pelo que a capacidade analítica, criativa e de execução da nossa equipa é crucial. Isto dentro de um modelo organizacional e de uma metodologia de trabalho bem definida, de acordo com mais de 20 anos de experiência que temos neste tipo de projectos a nível internacional. </p>
<p> </p>
<p>
Recentemente criaram a Comms Community. Quando e com que objectivos foi criada?</p>
<p>Lançámos o Comms Community em Julho deste ano, com o objectivo de ligar e estreitar relações entre todos os que fazem ou fizeram parte da Llorente &amp; Cuenca. O projecto aposta na criação de uma comunidade de profissionais da comunicação que partilham a mesma paixão pelo que fazem, num fórum dinâmico e global onde as pessoas podem falar do mesmo assunto, partilhar a mesma missão profissional e desafiar-se para desenvolver um futuro melhor. A projecção global do projecto torna-se ainda mais real quando se vê que a agência não quer, em momento algum, ser a protagonista, posicionando-se apenas como mero facilitador. Deste modo, o Comms Community chega a qualquer país onde esteja presente um alumni, indo mais além dos limites onde a Llorente &amp; Cuenca está.</p>
<p>
<br>
Em que consiste exactamente esta plataforma e que “actividades” prevê?</p>
<p>Esta plataforma relacional ambiciona reunir no mesmo espaço mais de 1500 profissionais e colocar à sua disposição oportunidades de networking e diálogo relacionadas com o nosso sector. Aos canais digitais acrescentamos convites para eventos ou encontros específicos para os seus membros para que seja potenciado o contacto e a experiência. Além disso, trabalhamos para que a rede disponibilize o acesso dos seus membros a formações avançadas, além de assessoria à carreira profissional, através de serviços de assessoria pessoal e executive coaching.</p>
<p> </p>
<p>
Que sinergias já se estabeleceram entre essas 1500 pessoas? </p>
<p>O nosso objectivo neste sentido é bastante ambicioso, uma vez que contamos com todos os membros que em algum momento fizeram parte da empresa. Queremos recuperar e valorizar a relação com pessoas que, se calhar, não temos contacto há 10 ou mais anos.<br>
Estamos muito contentes com estes primeiros passos e com estes dois meses de vida do projecto, especialmente porque os membros se estão a revelar bastante comprometidos e envolvidos na iniciativa, gerando diálogos e interacções que nos permite REDescubrir-nos a nós próprios, através dos canais digitais. Além disso, conseguimos evoluir esta iniciativa para incluir encontros que já têm sido organizados, como visitas alumni aos nossos escritórios, a que chamámos “REDescubrindo a…”.</p>
<p> </p>
<p>
Esta rede junta alumni e colaboradores. Pensam expandir?</p>
<p>De momento, o projecto Comms Community está pensado apenas para os nossos profissionais, actuais e antigos. O que queremos é criar uma comunidade com um sentido de pertença muito forte e, para isso, apostamos no employee engagement, entendendo que o sentido de pertença de uma empresa é um dos eixos principais que dão sentido à rede. Um colaborador que passou pela Llorente &amp; Cuenca, independentemente se foi por meses ou anos, faz parte da nossa família e é importante para a agência. Este é o espírito por trás do projecto.</p>
<p> </p>
<p>
Acha que o futuro do trabalho pode passar mais pela criação de redes globais de profissionais? Qual a vossa visão para a gestão do talento?  </p>
<p>Cada vez mais vivemos num contexto onde a cooperação entre diferentes profissionais e empresas é uma realidade. Acreditamos muito na importância de ter um foco nas competências que são core para a Llorente &amp; Cuenca e identificarmos os parceiros e profissionais que podem acrescentar valor à nossa abordagem. </p>
<p> </p>
<p>
Sendo algo inédito no sector, qual a importância que acredita que este networking assume?</p>
<p>Estamos convencidos de que o intercâmbio de conhecimento e as relações interpessoais enriquecem a nossa actividade. Este projecto ganha sentido para a empresa e ajuda-nos a gerar um diálogo enriquecedor entre profissionais que, diariamente, desafiam o status da nossa profissão.<br>
Na nossa visão, decidimos que “trabalhamos dia a dia para que as pessoas, as empresas, as instituições e as organizações sociais dialoguem para fomentar o desenvolvimento económico e social que todos desejamos.” Isto faz com que as relações humanas sejam a chave para o êxito da nossa profissão. A comunicação ocorre entre pessoas e, por isso, o networking não é um simples acessório mas um componente crucial da nossa profissão.</p>
<p> </p>
<p>
A Llorente &amp; Cuenca está em Portugal há cerca de oito anos. Qual o balanço? Estando presentes em 13 países, qual o posicionamento que o vosso escritório assume? </p>
<p>Como Llorente &amp; Cuenca estamos presentes desde 2015, sendo que iniciamos o nosso percurso neste mercado em 2010, através de uma parceria com a Imago, que se desenvolveu de uma forma muito positiva e nos levou à decisão estratégica de transformar a parceria na Llorente &amp; Cuenca Portugal. O balanço é muito positivo, seja pela qualidade de clientes e projectos que temos conquistado, seja pelos resultados de negócio que temos atingido e pela equipa que conseguimos formar.</p>
<p> </p>
<p>Tiago Vidal, Director-geral da Llorente Cuenca</p>
<div> </div>