<p>De acordo com os resultados do Meaningful Brands® 2019, a Google é a marca mais relevante a nível global. Seguem-se, no top 10, a PayPal, a Mercedes-Benz, o WhatsApp, o YouTube, a Johnson &amp; Johnson, a Gillette, a BMV, a Samsung e a Microsoft. O estudo revela ainda que a esmagadora maioria das marcas (77%) poderia desaparecer sem ninguém se importar. É a percentagem mais alta desde o início do estudo, em 2008.</p>
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<p>Danone, Audi, Nivea, Nestlé, Colgate, Disney, Samsung, Heinz, Visa, Nike, Vanish, Crest, Skip, Ikea, Adidas, Booking.com, Sheraton, Natura, Michelin, Toyota, Lego, são as marcas que completam o top 30 do Meaningful Brands® 2019.</p>
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<p>Verifica-se assim que as marcas ligadas à Internet e à eletrónica de consumo lideram em relação às outras graças à diferença que aportam, tanto em termos de benefícios funcionais, como pessoais. É por isso que a Google permanece no primeiro lugar, porque, de acordo com o estudo, tem diversificado a sua oferta para outras áreas de actuação com maior impacto em termos de benefícios pessoais, tornando-se um facilitador do dia-a-dia.</p>
<p>Em termos de sectores mais relevantes, destaca-se a Alimentação, Electrónica de Consumo, Transporte, Viagens &amp;Turismo e Retalho.</p>
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<p>Já no índice de eficácia de conteúdos o top dos sectores com melhores resultados altera-se, destacando-se o sector Automóvel, seguido de Electrónica, Viagens&amp; Turismo, Bens de Consumo e Alimentação.</p>
<p>No entanto, é importante fazer notar que as marcas estão a perder relevância. A percentagem de marcas que poderia desaparecer sem que ninguém se importasse subiu três pontos percentuais em relação a 2017.</p>
<p>Por outro lado, as marcas que são relevantes e que são vistas como contributo para um mundo melhor, têm um desempenho financeiro acima do mercado bolsista de cerca de 134% e um share of wallet nove vezes maior. Estas marcas também asseguram um maior retorno em KPIs, tal como mais 24 pontos percentuais para intenção de compra e mais 39 pontos percentuais para advocacy.</p>
<p>O estudo do Grupo Havas revela ainda que hoje, o acto de compra é, sobretudo, político, com 55% dos consumidores a acreditar que as empresas têm um papel mais importante do que os governos na criação de um futuro melhor. Não obstante, 58% dos conteúdos criados pelas 1800 marcas líderes a nível mundial é pobre, irrelevante e ainda não consegue responder ao desejo que os consumidores têm de conteúdos relevantes.</p>
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<p>Em Portugal</p>
<p>Também em Portugal é a Google que ocupa o primeiro lugar da edição deste ano do ranking Meaningful Brands. E é curioso notar que metade das marcas do top 30 global faz parte do top 30 português, destacando-se apenas nove marcas nacionais (ainda assim, mais uma do que na edição anterior). São elas; Delta (4.º), Olá (8.º), TAP (10.º), CP (15.º), Continente (17.º), Pingo Doce (19.º), Mimosa (22.º), Well’s (24.º) e Worten (26.º).</p>
<p>Para além das três insígnias portuguesas, constam ainda no Top 10, a Nivea (2.º), a Compal (3.º), a Mercedes-Benz (5.º), a IKEA (6.º), a Nestlé (7.º), e a Samsung (9.º).</p>
<p>No que respeita aos sectores, os mais relevantes em Portugal são Alimentação, Bens de Consumo e Internet&amp;Media, contrastando com os resultados de 2017, quando Internet&amp;Media, Transportes e Entretenimento estavam em destaque. Os sectores Financeiro e Seguros continuam a ser os menos relevantes, apesar de terem crescido no índice.</p>
<p>Para os portugueses, as marcas honestas e transparentes são mais relevantes, com 88% dos consumidores a considerar que as marcas devem ser honestas nos compromissos e promessas. 69% acredita inclusive que as empresas têm um papel mais importante do que os governos na criação de um futuro melhor (uma percentagem consideravelmente superior à global, de 55%). E os consumidores nacionais estão dispostos a pagar até mais 10% por um produto ou serviço de uma marca que seja relevante.</p>
<p>O Meaningful Brands indica também que, em Portugal, as marcas relevantes asseguram um maior retorno em KPIs, nomeadamente mais 55% para intenção de compra (versus 24% a nível global) e mais 60% para recomendação (versus 39% a nível global).</p>