Um Insight da Fundação José Neves (FJN) concluiu que aptidões relacionadas com a leitura, aprendizagem ativa e resolução de problemas, assim como conhecimentos sobre computadores, eletrónica e matemática, são as competências mais relevantes nas profissões que pagam melhor em Portugal. 

 

O estudo revela ainda quais as aptidões mais relevantes nas profissões com melhores salários em 2019 acompanhavam as áreas de conhecimento mais relevantes nessas profissões, nomeadamente Computadores e Eletrónica, Matemática, Língua Portuguesa, Serviços Pessoais e Administração e Gestão.

Numa altura em que os avanços ao nível tecnológico e profissional são constantes, é fulcral os profissionais, empregados ou desempregados, desenvolverem competências que acompanhem as tendências de mercado., defende-se.

De acordo com o “Guia para adultos: como aprender ao longo da vida?”, da Fundação José Neves, apenas 10% da população portuguesa adulta frequenta programas de formação, valor que baixa para 4,8% nos cidadãos com mais de 55 anos.

Entre os adultos menos qualificados, apenas 3,3% apostam na aprendizagem ao longo da vida e constata que informação ou aconselhamento sobre oportunidades de formação, por parte de instituições ou organizações foi disponibilizada apenas a ¼ dos adultos portugueses.

Considerando os expectáveis desafios da automação e robotização, a aprendizagem ao longo da vida permitirá reforçar competências e conhecimentos. Frequentar ações formativas para complementar a escolaridade básica ou secundária, aprendizagem online, seminários, workshops, iniciativas de carácter social, cultural, cívico, político ou ambiental, podem potenciar a progressão profissional.

Um outro guia da Fundação José Neves, “Guia para empresas: como apostar na formação dos trabalhadores?”, constata que a produtividade das empresas tende a aumentar em 5%, pelo menos, quando estas investem em formação.

Na verdade, 47,6 % dos adultos portugueses gostariam de investir na educação e formação, contudo, a falta de tempo, os custos financeiros ou a falta de apoio por parte da entidade empregadora – apesar de 50% das empresas considerarem a formação dos colaboradores muito importante -, não o tem permitido.

A Fundação alerta que «é essencial que as empresas se adaptem rapidamente às inovações tecnológicas e aos novos padrões do mercado de trabalho, sob pena de perderem relevância numa economia global, e a atualização de conhecimentos ou o desenvolvimento de novas competências dos profissionais é o caminho a seguir». Não só estarão a promover uma maior retenção de talento, como também uma menor rotatividade das equipas, uma melhoria de performance, de satisfação e de rentabilidade dos trabalhadores.