A Randstad, o The Adecco Group e a Manpower estabeleceram a aliança “Safely Back to Work” para desenvolver directrizes de saúde e segurança, que permitam a empresas e trabalhadores o regresso seguro ao local de trabalho. Esta aliança está a ter impacto em 25 países, e ganhou o envolvimento e suporte de várias organizações como a World Employment Confederation, Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), International Organisation of Employers, entre outras

As medidas de bloqueio, total ou parcial, implementadas em todo o mundo afectaram já 2,7 mil milhões de trabalhadores, o que representa 81% da força de trabalho de todo o mundo. Prevê-se que a pandemia COVID-19 resulte em 195 milhões de empregos perdidos em todo o mundo, avançando-se que, só na Europa, 58 milhões de empregos possam estar em risco, sendo os mais expostos os trabalhadores das indústrias de artes, entretenimento, hotelaria e restauração. Uma pesquisa com 2079 executivos, de todo o mundo, sugere que, apesar dos esforços de muitos governos para compensar o impacto económico, a recuperação global será lenta.


Foi tendo em conta este contexto, e para garantir que à medida que as economias começam a reabrir, gradualmente, e as empresas reiniciam as suas actividades, tudo é feito de maneira segura, que três importantes empresas do sector dos serviços de Recursos Humanos se uniram, apelando a outras partes interessadas, como entidades empregadoras, sindicatos e ONGs a participar, e governos a apoiar e estimular esses esforços. 
Desta aliança, resultou já uma primeira análise de vários mercados e indústrias, e o lançamento de um guia prático sobre protocolos de saúde e segurança, reunidas num white paper. 

 

Medidas concretas para evitar a disseminação da COVID-19 no local de trabalho:

  • 1. Para evitar riscos à saúde no local de trabalho, e sempre que possível, os trabalhadores devem ser incentivados a trabalhar remotamente, e a comunicação deve ocorrer virtualmente.
  • 2. A comunicação interna e externa é extremamente importante. Como regra geral, exagerar ao invés de subcomunicar. Certifique-se de seleccionar os canais e as ferramentas mais apropriadas para comunicar sobre tópicos relacionados com a saúde, com as regras críticas de higiene ou com a formação on-line sobre segurança e saúde do trabalhador.
  • 3. Devem ser fornecidas quantidades suficientes de EPI e produtos sanitários apropriados. As empresas devem incentivar pausas para lavar as mãos e organizar períodos fora das instalações para apanhar ar fresco.
  • 4. É vital estabelecer e aplicar uma regra de distanciamento físico que esteja em conformidade com os requisitos da Direcção Geral da Saúde (DGS). Apoie o entendimento das conformidades pelos trabalhadores, por meio de comunicações e através de sinalética física em pisos, paredes e áreas de trabalho.
  • 5. Barreiras físicas são essenciais para reduzir a infecção. Isso inclui barreiras transparentes e áreas isoladas para separar o pessoal entre si e, se necessário, dos clientes.
  • 6. A limpeza de todos os 'pontos de contato' - maçanetas, corrimões, botões de elevadores, torneiras e portas e janelas - é importante e deve ser agendada, sistemática e muito visível para os funcionários.
  • 7. Qualquer monitorização, teste e vigilância da saúde deve obedecer às regras do local de trabalho e de privacidade impostas pelo Governo e quaisquer actividades devem, preferencialmente, responder aos requisitos da DGS para monitorizar a saúde dos funcionários.
  • 8. No que diz respeito a relatórios e controlo de infecções, as empresas devem seguir e aplicar procedimentos e recomendações publicadas pela DGS.
  • 9. Em viagens e logística, as empresas devem planear com base em acordos de trabalho alternativos e devem ser elaborados protocolos para definir formas de transporte aceitáveis para os funcionários a quem deva ser garantido o transporte local, para, do e durante o trabalho.
  • 10. Para garantir a continuidade dos negócios, as organizações devem manter uma abordagem multidisciplinar da equipa, para gerir as operações diárias e mês a mês, e actualizar os planos de contingência para o funcionamento seguro e eficiente do local de trabalho, à medida que a ameaça COVID-19 evolui.
  • 11. Os líderes mais seniores da empresa devem fazer um esforço de resposta à pandemia e liderar de forma assertiva. Delegar a execução da resposta pandêmica a colegas de saúde e segurança, sem dar apoio e suporte a 100%, pode levar ao fracasso.