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As organizações de alto desempenho dependem das pessoas que as integram e quando tentamos identificar as principais características encontramos: a capacidade de mudar, a participação activa e a coragem. Se a primeira característica parece ser um cliché de manuais de Recursos Humanos ou de Gestão, as outras duas parecem por vezes ser esquecidas ou pouco mencionadas.

Numa analogia futebolística diria que é necessário controlar os seguintes factores:

  1. Exógenos - conhecer o adversário (concorrência), o terreno (mercado), a climatologia (economia).
  2. Endógenos - ser consciente das próprias virtudes e fraquezas (análise SWOT), desenvolver a estratégia e a táctica (proposta de valor e planeamento), estar focado na vitória (objectivos).

Passando à acção, é fundamental jogar com disciplina e exercer pressão alta. Dependendo da fase do jogo, toda a equipa apoia o ataque ou a defesa, e todos os jogadores oferecem uma participação intensa ao jogo. Vai haver momentos para celebrar ou para se levantar do chão, alturas em que são vistas faltas ou foras de jogo num golo que não foi anulado e que nos coloca em desvantagem. Mas temos de nos focar, garantir que cumprimos a regras e acreditar que somos melhores. A participação activa é crítica para o nosso sucesso, ao mesmo tempo que a coragem deve ser parte integrante desta actuação. Vão sempre existir individualidades, mas os resultados são sempre reflexo do trabalho da equipa.

Assim, termino a agradecer aos clientes, os nossos adeptos, porque é para eles que jogamos e são para eles as nossas vitórias. E neste jogo temos uma certeza, queremos indiscutivelmente ser os vencedores, não apenas por resultados, mas também por reconhecimento.

José Miguel Leonardo

Director Geral da Randstad Portugal 

Artigo publicado originalmente no jornal Expresso.

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