mais do que números, pessoas

Desempregada. Doméstica em França onde foi emigrante durante vários anos. Aos 52, decide trocar as lides de casa pelo headset e agarrar a primeira oportunidade de trabalho no país que a viu crescer. A história de Adelaide junta-se à das centenas de emigrantes que integraram os centros de atendimento ao cliente que resultam da parceria da Randstad com Altice.

Foi em 2015 que Vieira do Minho viu nascer o primeiro contact center do projeto, que conta atualmente com 12 localizações. O dia foi de alvoroço naquela tarde de verão, na aldeia do Minho em que a taxa de empregabilidade há muito era intermitente. A inauguração empregou cerca de 150 pessoas e o projecto, que entretanto se expandiu para mais 11 cidades do interior e norte do país, contabiliza hoje mais de 1500 colaboradores.

A ocupação das cidades do interior e norte do país para receber os contact centres da Altice não foi um mero acaso. A empresa presta atendimento a uma operadora de telecomunicações francesa e o serviço requer apenas duas condições: ter algumas competências técnicas e saber falar francês. Ao contrário de outros serviços de atendimento, não existe uma exigência de experiência. E é ainda possível aperfeiçoar conhecimentos base em informática e no idioma francês sempre que os candidatos demonstrem interesse em integrar o projeto. Por outro lado, estas são regiões com um elevado nível de êxodo para países francófonos e zonas fortemente marcadas pelo desemprego. Não é difícil compreender as sinergias existentes entre estes dois factores e a forma como se complementam: do total de pessoas que hoje atendem chamadas em nome da Altice, cerca de 85% estavam em situação de desemprego antes de se candidatarem. Uma percentagem elevada eram emigrantes residentes em França e que reconheceram neste emprego a oportunidade de voltar a trabalhar na sua terra natal, de voltar para casa.

Foi o caso de José. Casado e com dois filhos, trabalhou durante anos na construção civil em França, onde um acidente o incapacitou e prendeu a uma cadeira de rodas. De volta a Portugal, desempenhou durante vários anos trabalho voluntário por não haver espaço para si em nenhum empregador. Integrou o primeiro grupo de formação e hoje tem uma posição de destaque como supervisor.

Para Carla Marques, general manager da área de Outsourcing da Randstad Portugal, a abrangência do projecto está não só no volume de pessoas que emprega mas na história de cada pessoa que o integra, que contribui para o tornar humano: “sabemos o impacto que o emprego tem na vida das pessoas e por isso a responsabilidade social é uma componente de peso deste projecto, que é reforçada também pela vertente de qualificação das pessoas, não apenas na fase da integração mas também durante toda a actividade profissional”.

Portugal é um país atrativo para a deslocalização de centros de serviço partilhados. O atendimento para a Altice é o mais transversal neste sentido mas são várias as empresas parceiras. Os motivos são fortes: a rede de comunicações de última geração, a apetência linguística das nossas pessoas e a capacidade de atrair nativos de outras línguas fazem do nosso país um local ideal para a implantação de shared service centres de várias multinacionais. Carla Marques considera que “são as características inerentes ao país e o nosso capital humano que nos torna tão diferenciadores para este tipo de negócio”.  


Um projecto com muitas histórias

O retorno a casa para muitos emigrantes, o fim do desemprego de longa data ou a independência económica. O projeto que tem trazido uma nova vida ao interior tem esta particularidade, são histórias de pessoas reais que se encontram num denominador comum: a oportunidade de mudar de vida, de acrescentar valor à sociedade e se valorizar enquanto profissionais. De reconhecer e transformar capacidades. De ser mais, de uma forma que alguns não acreditavam ser possível. Um projeto feito de pessoas para pessoas e por pessoas.

Uma história que não se extingue nos candidatos, mas que se estende também ao valor das nossas pessoas Randstad, no acreditar de cada um em como conseguíamos responder a este desafio, no abraçar a cultura da organização por novas pessoas e pela intensidade com que respiram todos os dias o projecto, defendendo a imagem dos contact centres, contribuindo para o crescimento do negócio e mais ainda, garantindo a felicidade de quem trabalha connosco. “Às vezes apetecia ir para a rua gritar, venham ver os nossos contact centres, venham conhecer estas histórias”, um sentimento de orgulho que não se pode perder por estigmas sociais e que nos faz ser diferentes, ser melhores, ser human forward. 

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