IA e os algoritmos

Quando se fala em inteligência artificial, a imagem mais comum é a de algoritmos complexos e modelos matemáticos sofisticados. No entanto, grande parte do trabalho que determina o sucesso de um modelo de inteligência artificial acontece muito antes dessa fase. Antes de qualquer modelo ser treinado, existe um processo essencial: a recolha, tratamento e preparação dos dados.

Num projeto de inteligência artificial, os dados raramente chegam prontos a utilizar. Normalmente vêm de múltiplas fontes, com formatos diferentes, inconsistências, duplicação de informação em falta. Por isso, uma grande parte do trabalho passa precisamente por organizar, limpar e estruturar essa informação. É aqui que entra uma das máximas mais conhecidas no mundo dos dados: “garbage in, garbage out”. Ou seja, se os dados que alimentam um modelo forem de má qualidade, incompletos ou mal interpretados, o resultado será inevitavelmente fraco, independentemente da sofisticação do algoritmo utilizado. Um modelo treinado com dados errados produz decisões erradas.

Por esta razão, a fase de tratamento de dados é frequentemente a mais crítica de todo o processo. Nesta etapa são removidos dados duplicados, corrigidas inconsistências, tratados valores em falta e normalizados diferentes formatos de informação. Mais importante ainda, é aqui que se começa a dar contexto aos dados, transformando informação bruta em algo realmente utilizável. Este trabalho exige não apenas ferramentas técnicas, mas também interpretação e conhecimento do domínio. Afinal, limpar dados não é apenas remover erros, é perceber o que é relevante, o que é ruído e o que pode influenciar uma decisão.

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Princípios da IA e o Recrutamento

Inevitavelmente, este princípio aplica-se quase na perfeição a outra área onde a qualidade da informação determina o sucesso do resultado: o recrutamento e seleção. Numa primeira instância, o recrutamento pode parecer um exercício de correspondência entre perfis e vagas. No entanto, o sucesso deste processo depende não apenas da informação disponível, mas sobretudo da forma como essa informação é interpretada, tratada e contextualizada. Currículos, experiências profissionais, stacks tecnológicas, expectativas de carreira, contexto das equipas, cultura da empresa, tudo isto são dados. E tal como acontece na inteligência artificial, esses dados raramente chegam organizados ou totalmente claros.

Tal como numa pipeline de dados bem estruturada, um bom processo de recrutamento passa por compreender o contexto das experiências profissionais, interpretar stacks tecnológicas para além das palavras-chave e identificar padrões que indicam verdadeiro potencial de sucesso numa determinada equipa ou organização. Quando este trabalho é feito com rigor, o recrutamento deixa de ser apenas um processo de intermediação e passa a tornar-se um verdadeiro apoio à tomada de decisão de negócio. Porque no final, tal como na inteligência artificial, melhores dados e melhor interpretação conduzem inevitavelmente a melhores decisões.

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Como a Randstad integra os princípios da IA

É nesta lógica que a Randstad tem vindo a evoluir a sua abordagem ao recrutamento, o que tem contribuído para aumentar a sua proposta de valor ao mercado. Num mercado cada vez mais competitivo, marcado pela escassez de talento qualificado e pela dificuldade de acesso aos melhores candidatos, o sucesso já não depende apenas de ter acesso a mais perfis, mas de saber trabalhar melhor a informação disponível. Através de processos estruturados de recolha, tratamento e análise de dados sobre candidatos, empresas e contextos de trabalho, torna-se possível compreender padrões, identificar motivações e antecipar o verdadeiro potencial de fit entre talento e organização.

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Andreia de Alheiro

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