A Inteligência Artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar uma ferramenta de produtividade presente no nosso dia a dia, transformando o que antes parecia ficção científica numa realidade prática que molda a forma como trabalhamos. No meu percurso como consultora de recursos humanos, especializada em engenharia, tenho observado de perto esta evolução, especialmente no contacto direto com empresas e candidatos das áreas de projeto, manutenção e gestão industrial. Em Portugal, as empresas já não olham para a IA como uma tendência passageira, mas como um recurso essencial para tornar as equipas mais ágeis e as operações mais eficientes, permitindo que o rigor técnico se alie finalmente à rapidez digital.
Esta mudança é, acima de tudo, prática e funcional. Nas entrevistas que conduzo e nas visitas que faço às unidades fabris, é frequentemente partilhado que o elevado número de tarefas burocráticas consome muitas horas, que podem ser rentabilizadas na consecução de tarefas mais produtivas. A IA funciona agora como um assistente capaz de simplificar o fluxo de trabalho, assumindo tarefas que tradicionalmente ocupavam tardes inteiras, como a organização de dados complexos ou a redação de documentos técnicos exaustivos. Hoje, a tecnologia ajuda a cruzar informações de fornecedores, a sintetizar normas de segurança ou a sugerir melhorias no design de componentes, permitindo que o engenheiro se foque no que é verdadeiramente insubstituível: o pensamento crítico e a resolução de problemas.
Neste contexto, surge o perfil do Engenheiro Híbrido. Nos processos de recrutamento que conduzo, procuro profissionais que, embora não precisem de ser especialistas em informática, demonstrem a agilidade necessária para integrar a tecnologia na sua rotina de forma inteligente. É necessário que os profissionais compreendam que a IA é uma ferramenta de alto rendimento que requer orientação humana constante, ou seja, alguém que saiba fazer as perguntas certas e, crucialmente, validar os resultados com rigor técnico. O segredo para um profissional se destacar hoje no mercado português, passa pelo desenvolvimento de competências no que diz respeito à utilização de ferramentas informáticas, encarando a tecnologia não como um substituto, mas como um aliado que permite uma entrega de resultados muito mais robusta.
O sucesso profissional na engenharia moderna já não depende apenas do conhecimento acumulado ao longo dos anos, mas da capacidade de utilizar estes novos recursos digitais para eliminar as tarefas repetitivas e burocráticas. Como consultora, o meu conselho para quem atua nas áreas da Engenharia é que invistam na atualização constante das suas competências tecnológicas. Em suma, a IA trata do processamento, mas é o talento humano, enriquecido pela experiência prática no terreno, que continua a validar as grandes soluções de engenharia.
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