O ciclo de reformas laborais previsto para 2026, somado à rapidez das mudanças organizacionais, tem intensificado o sentimento de insegurança e instabilidade nas equipas, que enfrentam agora o desafio de se adaptarem a um cenário em constante mutação.
O desafio central para a área de Recursos Humanos é: como garantir tranquilidade, bem-estar e conforto às pessoas da organização no meio de tantas reestruturações?
A importância da ética e da reputação organizacional
É neste ponto que os temas éticos e morais ganham uma importância inquestionável. Para proteger a reputação e a marca, o foco deve ser num tratamento humano e personalizado, onde cada passo e cada palavra contam.
Uma comunicação transparente é necessária, mas não suficiente, se for isenta de empatia e compreensão. A forma como a mensagem é percebida depende da coerência entre as palavras e as ações. Os colaboradores devem sentir, a todos os níveis, que a empresa realmente se preocupa e cuida deles.
Dizer que estamos preocupados é fácil. Como o demonstramos?
5 pilares para uma gestão humanizada de saídas
A gestão humanizada de saídas é uma estratégia ativa de gestão de risco e reputação. Demonstramos o nosso cuidado através de uma preparação e execução impecáveis:
- Plano de comunicação estruturado: desenvolver um plano claro que preveja a informação gradual das transformações e as suas razões. Deve haver um espaço dedicado e seguro para questões e esclarecimento de dúvidas.
- Preparar a equipa que comunica: a responsabilidade não é exclusiva dos RH. Os managers (gestores diretos) devem estar profundamente envolvidos. É crucial preparar estes porta-vozes com formação em comunicação empática e estratégias para acolher diferentes emoções.
- Personalização e individualização: garanta que ocorrem conversas individuais. A individualização é mais genuína quando conduzida por quem trabalha diretamente com o colaborador, com o suporte estratégico dos RH.
- Oferecer soluções de transição (Outplacement): os programas de Outplacement são a chave para amparar a pessoa. Este apoio focado no futuro é um investimento direto que mitiga o risco de litígios e protege a marca.
- Manter a moral da equipa remanescente: assegurar que quem fica não sente insegurança. A forma como tratamos quem sai é a forma como quem fica sabe que será tratado.
Transformar crises em transições positivas
As reestruturações são inevitáveis. Mas, ao apostar numa gestão de saídas ética e com o apoio do Outplacement, a empresa transforma uma crise numa transição positiva.
A equipa de Talent Transition da Randstad ajuda em todo o ciclo da reestruturação: desde o plano de comunicação e apoio direto a quem sai, até à formação de chefias para as conversas difíceis e ao cuidado com quem fica.
Num momento em que as leis mudam e a insegurança cresce, esta postura protege a imagem da empresa, evita problemas legais e garante que todos — os que partem e os que permanecem — continuam a sentir que a organização respeita e valoriza as pessoas.
Quer avançar com um projeto de outplacement ou internal mobility?
Apoiamos os seus colaboradores em fase de mudança, seja no apoio a um processo de mobilidade interna, para uma nova função na empresa, seja no momento de saída da empresa, facilitando a sua recolocação numa nova empresa ou a transição para a reforma.
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