XPT. o oráculo do mercado de trabalho

Fazer um raio-x dos dados do mercado de trabalho, faz apenas sentido se os conseguirmos relacionar, prever tendências e até prescrever acções que ajudem na tomada de decisão de negócio.

 

A Randstad Portugal, com a sua solução XPT, trabalha não apenas dados, mas informação pública crítica para as empresas. E em tempo real, chegando a níveis de detalhe cada vez mais relevantes, como o número de pessoas desempregadas por região, as suas competências por grupo funcional, as funções mais procuradas, o número de licenciados por universidade e até a situação profissional actual e média salarial.

 

 

#XPT


«Em 2017, iniciámos o nosso investimento na área de Data Science com o principal objectivo de tirar proveito da informação gerada por 30 mil pessoas que todos os dias trabalham connosco, analisar mais aprofundadamente os 700 mil candidatos que temos na base de dados, bem como correlacionar os dados públicos disponíveis. Esta informação conjugada permite construir um conjunto de histórias passadas que ajudam a desvendar melhor o futuro», esclarece André Ribeiro Pires, director de Inovação e Desenvolvimento da Randstad, os primeiros passos no desenvolvimento da solução XPT.

«As mais avançadas tecnologias de gestão e de análise de dados são utilizadas, mas aquilo que faz a diferença são os dados que só a Randstad tem acesso, pelo volume de pessoas e empresas que trabalham connosco ao longo dos últimos 10 anos. A juntar a isto, desenvolvemos um conjunto de algoritmos de interpretação de linguagem natural que permitam compreender o mercado de trabalho em tempo real. Toda a componente preditiva surge com a captação de muitos registos históricos de dados que conjugados permitem encontrar comportamentos padrão», chama a atenção o director de Inovação e Desenvolvimento da Randstad.

A inteligência aplicada aos dados é o que pode fazer a diferença num processo de decisão e até numa estratégia de employer branding. «Entre vários outcomes, o XPT permite conhecer quais os skills existentes em cada distrito e concelho do país, bem como as suas necessidades actuais e futuras. Esta visão permite que as entidades públicas e as privadas possam antecipar o desenvolvimento de novos skills adequando a oferta formativa local e assim reduzir o impacto da falta de recursos que hoje se verifica por todo o país. Podemos falar de um caso concreto. Há alguns meses li num dos principais jornais portugueses, o caso de uma empresa portuguesa que tinha investido cerca de 30 milhões de euros numa unidade produtiva e que falhou o seu compromisso com os clientes pois não teve talentos suficientes para dar resposta à produção naquela localização geográfica. Com os dados que já hoje temos disponíveis, conseguimos ajudar os gestores sobre onde e quando devem investir em novas unidades produtivas, sem que sejam afectados por falta de recursos nos picos de produção. O crescimento constante da economia, a redução do número de desempregados e o envelhecimento da população faz com que os empresários sejam obrigados a considerar a previsão de talentos como factor crítico de decisão quando está a investir em novas unidades ou simplesmente crescer a sua produção», dá nota André Ribeiro Pires.

A título de exemplo, recentemente a Randstad concluiu um estudo de captação para suportar um cliente na área da banca na definição da sua estratégia de atracção e captação de talentos, que passou não só pelas funções mais consolidadas como também pela identificação do potencial para desenvolver uma academia de trainee. Tudo isto com um nível de detalhe que permite hoje ao cliente tomar decisões. A Randstad está também a trabalhar com vários clientes de Trabalho Temporário na disponibilização de análises em tempo real sobre o mercado de trabalho na sua zona e de dados sobre a força de trabalho.

 


#gestão de pessoas 


A área de Gestão de Pessoas ganha assim uma nova perspectiva sobre as pessoas disponíveis no mercado, a sua matéria-prima. «Estou certo que o epicentro da transformação acontecerá sobre aqueles que têm de tomar decisões tendo os dados inteligentes como suporte e isso irá obrigar a que novos skills tenham de ser desenvolvidos ou adquiridos no sector. No caso do recrutamento, a estratégia de atracção passa cada vez mais por conhecer as comunidades-alvo, seja na geografia mas também no comportamento e hábitos dos indivíduos. O recrutamento deve ser tratado da mesma forma que uma campanha de marketing.  Já na estratégia de gestão diária dos activos das empresas, a maior implicação é poder ver um pouco mais à frente e promover o desenvolvimento de competências e antecipação de captação para que haja alinhamento com os fluxos de produção. Uma vez mais, estes perfis têm de tomar decisões alinhadas com os dados que são disponibilizados. O sector dos Recursos Humanos terá uma cultura de data-driven-HR em que o humano ficará no centro de tudo mas será suportado pelos dados e pela tecnologia para tomar as melhores decisões», sublinha o director de Inovação e Desenvolvimento da Randstad.

 

A data science tem um enorme potencial na maioria dos sectores desde os Serviços, Indústria ou Agricultura. «No que aos Recursos Humanos diz respeito, há uma grande expectativa na automação do matching entre pessoas e empregos que resulta de grandes investimentos feitos pelas maiores empresas tecnológicas. As soluções de triagem e qualificação de pessoas tendo por base algoritmos de inteligência artificial também são esperados nos próximos anos. Acima de tudo, é esperado que a tecnologia liberte as pessoas para aquilo que é realmente importante, a ligação pessoal», assegura.

A XPT é uma solução, que tal como André Ribeiro Pires nos conta, será sempre um work in progress. «Quando se fala em soluções de dados inteligentes, a robustez dos resultados depende da melhoria contínua dos dados analisados. No que diz respeito à evolução, estamos já a trabalhar na perspectiva do candidato. Mais concretamente, gostávamos que qualquer indivíduo, independentemente da sua situação profissional actual, pudesse avaliar os seus skills e imediatamente ter acesso a um conjunto de insights relativos à procura existente no mercado para o seu perfil. Nas próximas semanas iremos também incluir na nossa oferta de serviços uma solução de insights, personalizada para os nossos clientes», revela.

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