trabalho em equipa: o que muda nas empresas do futuro?

A capacidade de comunicação é, desde sempre, uma das necessidades de formação mais frequentes entre os nossos clientes. Mas as mudanças previstas para o futuro das organizações colocarão novos desafios à capacidade de comunicar eficazmente. De acordo com a Deloitte, a organização do futuro será uma rede de equipas. As pessoas trabalharão cada vez mais por projetos e os seus interlocutores mudarão mais frequentemente.

Communication effectiveness é, por isso, uma das competências que integra o Modelo de Competências Future Proof, que desenvolvemos com um foco específico nas necessidades futuras das organizações. Definimos esta competência como a capacidade de receber e transmitir informação (verbal e não verbal) com clareza e adequação ao contexto, garantindo o impacto desejado. 

Imaginemos o seguinte caso:
O Jorge faz parte de uma start-up que está em processo de expansão para novos mercados. No início do ano, é convidado a integrar uma equipa de projeto que vai preparar a entrada da empresa na China. Essa equipa será constituída por elementos de diferentes departamentos. O projeto implicará interagir com parceiros, clientes e candidatos locais e envolverá também uma temporada no novo escritório. Depois de assegurada a transição da empresa para o novo mercado, o Jorge regressará à sede, onde iniciará um novo projeto, numa nova equipa.

Além de ser capaz de comunicar de forma eficaz e adequada a um contexto em permanente mudança, o Jorge, tal como qualquer colaborador que queira preparar-se para o futuro, deverá ainda ser capaz de promover a inclusão da diversidade no seu dia-a-dia de trabalho, estando atento às diferenças e construindo pontes entre as partes envolvidas. A esta competência, também incluída no nosso Modelo, chamámos diversity link. 

A organização do futuro operará num mundo de negócios global e reunirá pessoas de diferentes nacionalidades, gerações, motivações, formas de trabalhar e até vínculos contratuais. O desafio, mais do que compreender e aceitar as diferenças, será integrá-las e otimizá-las, trazendo o melhor de cada um para o trabalho em equipa. 

Voltando ao caso do Jorge, desenvolver as competências de comunicação eficaz e inclusão da diversidade será importante para que se sinta apto a preparar reuniões de trabalho, apresentar informação sobre a empresa a potenciais clientes, dar feedback a parceiros e comunicar à distância com os colegas da sede. E quando regressar, ser-lhe-á mais fácil adaptar-se à nova realidade de que fará parte. 

E os seus colaboradores? Estarão preparados para comunicar num contexto em permanente mudança e para promover a inclusão da diversidade no seu dia-a-dia?

Ana Vargas Santos, senior consultant, Human Consulting

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