match makers

Teorias mais futuristas encontram na tecnologia as variáveis necessárias para que seja feito um “match” no meio profissional. Os mais fatalistas dirão até que o recrutamento e selecção e empresas como a Randstad terão a sua actividade muito complicada...

Recuemos aos dias de hoje. A maioria dos candidatos têm uma existência virtual, quer através de plataformas sociais como o LinkedIn ou o Brandme, quer através de pesquisas utilizando os algoritmos certos do Google. Na verdade hoje todos temos uma presença online e por isso pensar que amanhã será tudo tecnológico levanta a questão, de porque é que a tecnologia já não é a solução hoje?

A resposta está na essência do trabalho das empresas de recrutamento. Os consultores não são leitores de CVs, mas sim profissionais com conhecimento profundo do mercado nas áreas para as quais recrutam e com a capacidade de perceber junto do cliente qual é o perfil que este precisa para atingir os seus objectivos de negócio. O resultado desta acção às vezes é uma surpresa para o cliente, que imaginaria perfis diferentes, mas que reconhece o valor da análise das suas reais necessidades. Em paralelo, ou por excesso ou por defeito, a personalidade do candidato e a sua análise comportamental são decisivos para a colocação. Motivações, adaptação à mudança, ambição entre outras características que podem ser críticas para o exercício da função. Numa linguagem matrimonial poderíamos dizer que analisamos de forma científica a química existente nesta relação, reconhecendo o seu potencial para um relacionamento sério. E desengane-se quem ache que nesta avaliação apenas analisamos uma parte, o sucesso depende dos dois. Por isso, a tecnologia com os seus algoritmos e evolução será sempre uma ferramenta para acelerar este match, mas não será em si mesma um match perfeito.

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