a IA vai destruir ou criar emprego?

Os CEOs portugueses estão optimistas em relação ao impacto da Inteligência Artificial (IA) na criação de emprego, acreditando que criará mais empregos do que aqueles que irá destruir. É o que revela o estudo “Global CEO Outlook”, da KPMG.

De acordo com a pesquisa, que compara as perspectivas e expectativas dos gestores portugueses com os resultados do survey global, que envolveu cerca de 1300 gestores de algumas das principais economias mundiais, os CEOs portugueses são ainda mais optimistas do que os líderes a nível global, com 84% a acreditar que a IA criará mais empregos do que aqueles que vai destruir (versus 62%, na amostra global). 
Para promover a inovação digital, 68% dos líderes inquiridos em Portugal pretende criar programas de aceleração ou incubadoras para startups. Um valor acima da média global, de 53%. Apostar na construção destas redes (ou “ecossistemas”) de inovação, é também uma forma das organizações se tornarem mais ágeis, sendo que, de acordo com o estudo da KPMG, 64% dos CEOs acredita que actuar com agilidade é a nova moeda dos negócios e que ser lento pode custar a sobrevivência (a nível global, “só” 59% defende esta visão).
A maioria dos CEOs acreditam estar preparados para liderar uma transformação organizacional radical, mas em Portugal a percentagem é menos expressiva (64%, menos 7 pontos percentuais do que a nível global). Por outro lado, entre os CEOs nacionais, um terço tem dúvidas quanto à capacidade da sua equipa de gestão coordenar a transformação digital exigida.  
De referir ainda que mais de um terço (36%) dos CEOs portugueses considera que a sua empresa não está a responder às expectativas dos clientes. E 28% (versus 38% a nível global), consideram necessário reposicionar os seus negócios para responder às necessidades das novas gerações. Quando questionados sobre como responder às expectativas dos millennials, cerca de metade revelou que a sua organização tem realizado esforços para compreender em que medida as necessidades desta geração diferem das gerações anteriores (44% a nível nacional e 45% a nível global).  

Optimismo cauteloso

Apesar de se mostrarem confiantes relativamente à evolução da economia mundial e nacional, a maioria dos CEOs portugueses (64%) é cauteloso nas previsões de crescimento das receitas dos seus negócios, apontando para aumentos abaixo dos 2% nos próximos anos. 
Em Portugal, os CEOs estão mais optimistas em relação ao crescimento da economia global (92%) do que os seus congéneres mundiais (78%). No entanto, este nível de optimismo é menor face às perspectivas de crescimento do país, relativamente às quais o nível de confiança é menor, ainda que positivo (60%). 
O optimismo dos CEOs é atenuado por incertezas face a ameaças como o terrorismo, alterações climáticas e ambientais, riscos da cibersegurança ou o risco da tecnologia emergente/disruptiva. 


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