novembro a 360

Em novembro a tecnologia esteve em destaque. 

E não foi apenas por causa da web summit. A Lusa deu a conhecer os primeiros robôs jornalistas, enquanto que a vEra é um novo bot que ajuda a comprar casa. Nós por cá também acompanhámos esta tendência e apresentámos o Xmas work. Uma aplicação que permite às empresas publicar as suas vagas, que surgem de forma automática aos candidatos. E estes podem aceitar diretamente no seu telemóvel. Uma nova forma 100% digital de conseguir um trabalho de curta duração. 

Nesta fase apenas disponível para Lisboa mas com bons resultados, demonstrando uma clara apetência, em especial dos candidatos, para esta nova forma de conseguir emprego.

(ver eco e eco)

 

E já que estamos em dezembro é altura de fazer um balanço e de apontar para o ano que se avizinha - 2020. São 12 passas, não apenas com desejos, mas com muita ambição:

A primeira como não podia deixar de ser é que haja um real aumento do salário médio em Portugal.

A segunda é que a tecnologia nos ajude a combater a desertificação e a descobrir outras cidades, onde seja possível viver e trabalhar.

As três seguintes estão focadas no talento. Que 2020 seja o ano do foco nas competências sociais, as chamadas soft skills, mais do que nas competências técnicas. Garantindo que as empresas aceitam e desenvolvem programas de reconversão de competências e que ao mesmo tempo os talentos aceitam a aprendizagem contínua, com a gestão da sua própria carreira.

A sexta e a sétima são dedicadas às empresas. Que esta nova década marque a inclusão das pessoas na estratégia das organizações e que o big data ligado à área do talento passe a ser smart data, que guie efetivamente as decisões.

A inclusão e a diversidade não podem ser uma moda. Têm de ser integradas no dia-a-dia das empresas e na atitude das pessoas.

Chegamos assim aos três últimos desejos.

Um deles é que aceitemos esta transformação, sem medo que a tecnologia nos substitua e reconhecendo o seu lugar, não só onde já hoje está presente mas todo o potencial que está ainda por explorar. 

Outro é a necessidade de aceitar que a liderança é de todos e não apenas de alguns. Acabar de vez com os chefes e dar lugar a líderes verdadeiros. 

Por fim  investir no eu para melhorar o nós. Ou seja, investir no individual para melhorar o coletivo. 

Vêm aí os novos anos 20 que vão ser novamente loucos, marcados pelo dinamismo social, artístico, tecnológico, político e cultural. Uma década em que teremos o privilégio de sermos os protagonistas e em consequência os responsáveis, por tudo aquilo que vai ficar para a história.

 

Boas festas!