isto de ser líder…

Há umas semanas atrás, um novo desafio profissional fez-me pensar sobre esta matéria de uma forma mais profunda. E se agora fosses líder de uma equipa, como serias? Que métodos terias? Quais seriam os teus primeiros passos? O que terias que mudar em ti para liderar outros?

Após uma curta pesquisa, rapidamente percebi que muito se fala sobre liderança. É talvez um dos temas mais badalados no LinkedIn a par da gestão de talentos, outro tema muito requisitado por estas andanças. Rapidamente concluí que existem várias conceções teóricas, vários tipos de liderança, características e comparações, entre o que é ser líder e ser chefe.

Muito se escreve, muito se relata, até já existem manuais para novos líderes! Mas a receita para a liderança de equipas, essa, não existe! Ou pelo menos não a encontrei. No meu ponto de vista, chego à conclusão que a receita para a liderança está nas pessoas que lideras e na forma como as envolves e desenvolves.

Na minha opinião, a liderança começa no ato de introspeção que qualquer líder tem que fazer sobre si mesmo antes de começar a exercer o seu papel. Nesta análise, há que avaliar quais são os seus pontos mais fortes e aqueles que serão menos fortes, e decidir se desenvolve competências ou se as aplica. E este é o momento zero de qualquer líder, que mais tarde será a base de sustento do seu estilo e estratégia de liderança. 

Na minha reflexão, considero que um líder deve iniciar o seu trabalho de liderança por conhecer e estabelecer laços com todos os elementos da sua equipa. A proximidade e a relação de confiança são os pilares de qualquer relação interpessoal, ainda para mais quando o objetivo é comum. Ninguém constrói nada sozinho, é necessário envolver todos os elementos de uma equipa, na decisão e na definição da estratégia que a equipa irá tomar.

No seio de uma equipa, existem pessoas muito diferentes, com experiências, expetativas e competências muito díspares umas das outras. No entanto são essas diversidades e assimetrias que trazem riqueza ao desenvolvimento do potencial da equipa. Cada um dos elementos que a integra tem algo de bom para contribuir. O papel do líder passa por explorar o melhor de cada uma dessas pessoas e juntos construírem muito mais e melhor.

Cada vez mais, as organizações têm adotado uma logica de organização matricial, onde todos são chamados a participar, onde todos podem contribuir, assim como todos podem ter algo para retirar enquanto aprendizagem. O mercado exige ao negócio respostas ajustadas e eficientes, obrigando as organizações a tornarem-se mais envolventes e dinâmicas para responder a estas exigências, e é aqui que o resultado do papel dos líderes se observa. 

Quando as pessoas estão envolvidas na solução, quando se apoiam no desenvolvimento de novas competências e estratégias, e quando aplicam o seu mindset fora de portas, a missão do líder foi cumprida. Deixamos de ser a parte, para construirmos o todo. E a organização reinventa-se a partir das pessoas para servir outras, legitimando a frase “de pessoas para pessoas”.

A génese da liderança está na forma como criamos sinergias para enfrentar desafios juntos, a forma como os superamos. A isso chama-se trabalho de equipa!

Respondendo à pergunta, se fosse líder como seria?  Bem, a liderança está empregue em todos os teus gestos, desde o bom dia simpático a uma segunda-feira, desde a disponibilidade para ouvir, para acompanhar, para formar, para te envolveres com os outros. Considero que ser líder está na forma como ages todos os dias, no ser com os outros, no empregar algo de ti a alguém. Está na dedicação do dia-a-dia, na prontidão da ajuda, no compromisso conjunto…