<p>Que <em>recruiter </em>recusaria uma entrevista a Pedro Passos Coelho e António Costa? Nem que fosse com o intuito de conhecê-los proactivamente, faríamos questão de alterar a nossa imensa agenda para focalizar um conjunto de pertinentes questões!</p>
<p>Com 90 minutos para escrutinar 9 temas estratégicos, os candidatos à função de Primeiro-Ministro tinham necessariamente de revelar-se bons gestores de tempo, capazes de se perfilarem <em>straight to the point</em>! </p>
<p>Aparentemente calmos, mas com uma comunicação não verbal que indicia o nervosismo próprio de quem decide o seu futuro, apresentam-se nesta entrevista com posturas diferentes: </p>
<p>De um lado uma postura sóbria e serena, aliado a um discurso pausado e fundamentado em argumentos analíticos e conceptuais. Passos Coelho gera um impacto presencial frugal - numa fase inicial - e prima pelo seu raciocínio lógico, pela propensão para a escuta activa e pela aptidão em focalizar as questões que lhe são apresentadas - Não obstante alguns sofismas, próprios neste tipo de funções e que são ferramentas recorrentes a este nível. </p>
<p>Do outro lado, um perfil empático, transmissor de relação - na forma como cumprimenta os seus interlocutores - dinâmico na toada que apresenta quando se expressa. António Costa mune-se de ferramentas gráficas, que criam impacto na memória visual dos seus interlocutores, aliando esta vertente a mensagens fortes (<em>sound bites</em>) que lhe permitem ser o condutor da entrevista e fazer uma gestão de tempo a seu proveito. <br><br>
Com visões e posturas totalmente discrepantes, a verdade é que são hoje a nossa <em>shortlist </em>de candidatos mais ajustados à governação do país… falta o escrutínio secreto e directo… o tal que define o <em>placement</em>! </p>
<div> Pedro Roberto, consultor da Randstad Professionals</div>