O relatório “Empresas e diversidade LGBTIQ+ nos diálogos digitais” da LLYC, revela que o diálogo social sobre diversidade LGBTIQ+ acumula uma tendência descendente nos últimos anos devido à pandemia. No entanto, as empresas mostram-se mais ativas e registaram um crescimento de 17,7% em 2020 e de 3,2% em 2021 no caso das menções proactivas das marcas.

 

De acordo com o estudo, se nos focarmos nos seus CEO, o aumento é de 27,1% em 2020 e 22,7% em 2021.

No entanto, apesar do crescimento, estas percentagens de diálogo (que, saliente-se, só abrangem o top 25 das empresas com mais seguidores por país), ainda supõem apenas uma quantidade mínima dos diálogos gerais sobre a temática, mais concretamente, apenas 0,46% (79,7 milhares de mensagens).

Segundo o estudo, e olhando para os CEO das empresas, conclui-se que os líderes são ainda os grandes ausentes deste diálogo. Geram de forma proactiva apenas 0,2% do total das mensagens protagonizadas por empresas ou marcas, embora seja importante destacar que a tendência é de crescimento (aproximadamente 5% por ano).

Os Estados Unidos, Espanha, Panamá e Argentina lideram o volume de diálogo gerado de forma proactiva pelas empresas. Já Portugal é um dos países analisados com menos diálogo proactivo das empresas, a par com Chile, Peru, Equador, República Dominicana e Colômbia.

O sentimento sobre as respostas dos utilizadores aos posicionamentos das marcas acumula 10% mais de mensagens positivas sobre a temática em relação à análise dos diálogos de forma geral.

A análise diz que há dois grandes assuntos que marcam o diálogo social das empresas. O mais significativo e abundante é o apoio à comunidade trans, que entre 2019 e 2021 supõe 23,2% das mensagens. A partir de 2020 as menções de apoio à comunidade trans duplicam (+48,1% relativamente a 2019). O segundo tema em importância são os direitos em geral da comunidade. As marcas, entre 2019 e 2021, geram 21,3% das mensagens sobre este tema.

 

A LLYC analisou, por via de data analytics, 300 contas corporativas, mais concretamente, as 25 empresas com mais seguidores no Twitter de cada um dos mercados nos quais opera. Foram mapeadas as suas mensagens e as dos seus CEO na rede social durante os últimos três anos (quase 80.000 tweets) e cruzaram-se estas com o diálogo social sobre diversidade LGBTIQ+ gerada na sociedade durante esse mesmo período (17,4 milhões de menções de 3,9 milhões de perfis).